Treze terras indígenas concentram 51% do desmate em territórios monitorados na Amazônia, aponta balanço da Funai referente a 2025. O relatório mostra queda geral de 25% no desmatamento em territórios indígenas, mas indica atuação criminal persistente em áreas específicas. A Folha teve acesso ao documento da autarquia.
Ao todo, foram registrados 30.128 hectares de desmatamento de corte raso em 2025, ante 40.178 em 2024. O dado indica remoção total da vegetação para criação de pastagens ou plantios de soja. Segundo a Funai, 324 terras sofreram esse tipo de exploração, 82% das áreas monitoradas.
Entre as áreas mais impactadas, 13 terras demarcadas somam 15,3 mil hectares, correspondendo a metade do desmatamento de corte raso no ano. Esses territórios estão no Maranhão, Pará, Mato Grosso, Amazonas e Roraima, formando o arco da devastação da Amazônia Legal.
- Porquinhos dos Canela-Apãnjekra
- Sararé
- Utaria Wyhyna/Iròdu Iràna
- Kanela Memortumré
- Aripuanã
- Kayapó
- Alto Rio Negro
- Cachoeira Seca
- Raposa Serra do Sol
- Bacurizinho
- Parque do Aripuanã
- Munduruku
- Batelão
Os dados também mostram degradação de terras e danos à regeneração da mata. Desse modo, 43.076 hectares sofreram degradação, e 8.540 hectares atingiram áreas em regeneração. Somando os três tipos, 81,7 mil hectares foram afetados em 395 pontos monitorados.
A evolução entre 2024 e 2025 mostra sete das 13 áreas com queda no desmatamento, como Sararé, Kayapó e Cachoeira Seca. Ainda assim, outras seis terras registraram aumento, entre elas Kanela Memortumré, Aripuanã e Bacurizinho, com altas percentuais.
A União Amazônica Legal, que envolve nove estados, é usada pelo governo para orientar políticas públicas de proteção ambiental. A área abrange 59% do território brasileiro, reunindo a maior parte das Terras Indígenas do país e incluindo parte do Maranhão.
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