O Brasil deve registrar mais de 780 mil novos casos de câncer em 2026, segundo estimativas do Inca. A maioria desses pacientes será atendida pelo SUS, o que evidencia a urgência de ampliar a organização da oncologia no país.
Um estudo da Unicamp, com dados de Campinas entre 2010 e 2019, aponta desigualdades no diagnóstico e tratamento de tumores comuns como próstata, pulmão, estômago, colo do útero e colorretal. Moradores de áreas mais vulneráveis apresentam mortalidade maior.
Dados de 2025 mostraram diferenças de sobrevida entre planos de saúde e SUS em câncer de próstata metastático. A sobrevida global foi de 65,7 meses no privado e 44,8 meses no público, indicando acesso desigual a exames e terapias.
Desafios e perspectivas
A OMS projeta crescimento de 81% nos casos de câncer em países de baixa e média renda até 2040, associados a investimentos insuficientes em prevenção e a dificuldades de diagnóstico e tratamento.
Fortalecer a oncologia no SUS é visto como prioridade: ampliar campanhas de prevenção, garantir rastreamento oportuno, reduzir atrasos no início do tratamento e assegurar acesso às terapias mais eficazes.
Mais ainda, o país precisa consolidar um modelo de cuidado que ofereça, a todos os pacientes, diagnósticos precoces, tratamentos de qualidade e melhores chances de sobrevivência, independentemente de renda ou região.
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