Regiões recém-construídas enfrentam infiltração precoce, sinal de entrada de água ou umidade em paredes, pisos e tetos. Bolhas, manchas e odor de mofo aparecem em imóveis novos, não apenas nos mais antigos, segundo especialistas.
Segundo o professor Peter Ribon Monteiro, falhas de execução, uso inadequado de materiais e a falta de tempo para preparo das estruturas ajudam o problema a surgir cedo. A impermeabilização funciona como proteção essencial da edificação.
Sérgio Guerra, da Soprema Brasil, ressalta que áreas expostas à água, como banheiros, cozinhas, lavanderias e coberturas, exigem projetos bem feitos de impermeabilização. A norma ABNT orienta projeto, execução e manutenção.
A impermeabilização deve ser pensada desde o projeto. Detalhar áreas suscetíveis, indicar os impermeabilizantes adequados e acompanhar a cura dos materiais evita infiltrações futuras, dizem os especialistas.
Entre as causas comuns estão cura insuficiente do concreto, aplicação incorreta dos materiais e falhas no detalhamento de pontos críticos, como lajes e juntas. Tratam-se de etapas essenciais da obra.
Sinais iniciais costumam incluir manchas, bolhas, descascamento, gotejamento e odores de mofo, especialmente perto de janelas, ralos e áreas externas. Rodapés, paredes e tetos devem ser verificados.
Os impactos vão além do aspecto estético: infiltração pode comprometer estruturas de concreto, metal e madeira e gerar danos a vizinhos. O síndico e zeladores devem ser informados sobre o problema.
Para resolver, é preciso identificar a origem, a parede afetada, se é interna ou externa e se o vazamento vem de encanamento ruim ou de impermeabilização mal executada. Profissionais especializados são recomendados.
Os direitos do morador envolvem garantias contratuais sobre impermeabilização. Solicitar documentação técnica, memorial descritivo e laudos de controle de qualidade ajuda a assegurar a correção.
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