O avanço das apostas online no Brasil ganhou espaço na saúde pública. Em resposta, a Fiocruz ampliou a capacitação de profissionais do SUS para atender quem busca ajuda em decorrência de jogos de azar. A iniciativa foi discutida no podcast do Correio, em 18/5, com o pesquisador André Guerreiro da Fiocruz Brasília.
O curso é gratuito, online e voltado a profissionais da atenção primária e da rede de saúde psicossocial, com 45 horas de carga. Serão oferecidas 20 mil vagas, das quais quase 18 mil já foram preenchidas. As inscrições seguem abertas pelo site da Fiocruz.
Foco do treinamento
O objetivo é acolher sem julgamento, capacitando para diagnóstico, acolhimento e encaminhamento a atendimentos especializados. Além de psicólogos, médicos e enfermeiros, a formação atende assistentes sociais e outros trabalhadores da rede.
Ferramentas e vigilância
Entre as ferramentas citadas está a plataforma de autoexclusão pelo GOV.BR, que permite bloquear o CPF em plataformas regulamentadas. O sistema também oferece autodiagnóstico e orientação para busca de apoio psicológico.
Sinais de alerta e impactos familiares
Isolamento social, ansiedade, nervosismo e endividamento aparecem como sinais de dependência. O pesquisador cita riscos à saúde mental e impactos na família, com casos que podem levar a situações extremas.
Contexto e panorama internacional
A proximidade da Copa do Mundo aumenta a expectativa de crescimento das apostas esportivas. O pesquisador aponta que governos trabalham em ações paralelas, como plataformas de autoexclusão, regulações e apoio psicossocial.
Visão estratégica
A Fiocruz, o Ministério da Saúde, estados e municípios preparam-se para a sociedade que já vive esse fenômeno. O tema também integrou debates da Organização Mundial da Saúde, segundo Guerreiro.
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