O registro de mortes por hantavírus ocorreu em um navio que partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, com destino à África. A embarcação tinha 149 passageiros e membros da tripulação, navegando pelo Oceano Atlântico.
A hantavirose é infecciosa e transmitida principalmente por roedores silvestres. A principal via de contágio é a inalação de partículas de urina, fezes ou saliva, em locais fechados ou pouco ventilados.
No Brasil, especialistas afirmam que o cenário segue estável. A infectologista Paula Vidal destaca padrão de casos esporádicos e rurais, sem transmissão sustentada entre pessoas, com surtos localizados.
Ela explica que a variação Andes, identificada no surto do navio, pode transmitir entre pessoas apenas em contatos íntimos e prolongados. No Brasil não circula essa variante.
Para Roberta Espírito Santo, a transmissão pandêmica permanece improvável, pois o humano é hospedeiro acidental e depende de um reservatório animal específico.
Contexto no Brasil
Especialistas reforçam que a vigilância continua ativa, sem evidências de aumento significativo de casos ou disseminação internacional associada ao incidente.
Prevenção e cuidados
- Evitar contato com roedores e seus excrementos
- Armazenar alimentos em recipientes fechados
- Não deixar restos de comida expostos
- Vedar frestas em imóveis
- Evitar varrer locais com poeira
- Umedecer o ambiente antes da limpeza
- Usar luvas e máscara na higienização
- Manter galpões organizados e bem ventilados
Entre na conversa da comunidade