A Anvisa publicou no Diário Oficial da União a Resolução-RE nº 2.001, de 14 de maio de 2026, que determina medidas preventivas sobre medicamentos vendidos no Brasil. Entre as ações está o recolhimento voluntário de lotes usados no tratamento de colesterol alto e inflamações graves. O lote atingido é o 2424299, de atorvastatina cálcica 40 mg e rosuvastatina cálcica 20 mg, produzidos pela Cimed. Também houve suspensão de venda, distribuição e uso dos produtos. Indícios indicam que cartuchos de rosuvastatina 20 mg teriam sido inseridos em unidades identificadas como atorvastatina 40 mg.
A medida ainda aponta que há preocupações com a possibilidade de troca de rótulos ou mistura entre os dois fármacos no estoque. A Anvisa informou que a proteção da saúde pública é prioridade e que a empresa responsável deverá recolher os lotes e realizar ações de monitoramento. Não há confirmação de casos de uso indevido relatados pelo órgão.
Como atuam as estatinas
As estatinas reduzem o LDL, conhecido como colesterol ruim, associado a doenças das artérias. O objetivo é diminuir o risco de infarto, AVC e outras complicações. Os fármacos atuam nas enzimas do fígado envolvidas na produção de colesterol, reduzindo a síntese e, consequentemente, os níveis plasmáticos.
Rosuvastatina e atorvastatina são moléculas distintas da mesma classe. A rosuvastatina é considerada mais moderna e costuma apresentar início de efeito mais rápido, enquanto a atorvastatina surgiu na década de 1990. Ainda assim, a diferença na eficácia final entre as duas tende a convergir com o tempo.
Escolhas terapêuticas são ajustadas conforme o paciente, com metas de LDL variando conforme histórico de doenças cardíacas e intervenções anteriores. Pacientes com histórico de infarto ou cirurgia cardíaca costumam ter metas mais restritas.
Entre na conversa da comunidade