O governo da Tasmânia pediu desculpas por um escândalo ocorrido há décadas, envolvendo partes do corpo retiradas de autópsias, mantidas clandestinamente e, em alguns casos, exibidas sem o consentimento das famílias. A revelação veio de uma investigação que aponta 177 amostras coletadas entre 1966 e 1991.
As peças foram entregues ao RA Rodda Museum, em Hobart, sem autorização de familiares ou dos peritos responsáveis pelos corpos. A apuração, iniciada após suspeitas em 2016, resultou em um relatório do coroner em setembro do ano passado.
Desdobramentos e respostas oficiais
Na Assembleia, a ministra da Saúde, Bridget Archer, pediu desculpas pelo sofrimento das famílias, destacando que as práticas ocorreram há mais de 35 anos, mas ainda causam dor. A universidade também se disse consciente da gravidade do caso.
Profissional da Universidade de Tasmanian, Graeme Zosky, afirmou que, embora a entrega de desculpas não apague o dano, a instituição reconhece a gravidade do episódio e manteve contatos com muitos familiares afetados.
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