O hantavírus pode estar ligado a um lixão a céu aberto na Argentina, cenário que envolve risco ambiental e de saúde. Passageiros de um cruzeiro de luxo morreram e dezenas ficaram contaminados, com repatriação para seus países. A suspeita é de transmissão associada ao despejo de resíduos.
O caso envolve os ornitólogos holandeses Leo Schilperoord e a esposa, que observavam aves na região de Ushuaia, no extremo sul da Argentina. Eles caminharam próximo a um lixão local, onde há acúmulo de carniça e restos, ambiente propício a roedores transmissores. A cepa andina do hantavírus é citada como possível vetor.
O aterro de Ushuaia fica na entrada da cidade, próximo ao Canal de Beagle. Embora seja chamado de aterro sanitário, ele é descrito por ambientalistas como lixão a céu aberto, com descarte de lixo sem normas técnicas rigorosas. A proximidade com áreas sensíveis agrava a preocupação local.
A situação é apresentada como um alerta sobre os perigos dos lixões para o ambiente e a saúde pública. Profissionais destacam que a proliferação de roedores e de outros vetores aumenta o risco de doenças como leptospirose, dengue e hepatites, além de gases tóxicos.
Especialistas lembram que o Brasil ainda abriga cerca de três mil lixões, gerando danos ambientais e prejuízos econômicos estimados em bilhões de reais por ano. O acúmulo de resíduos compromete água, solo e qualidade de vida em comunidades vizinhas.
O tema reforça a urgência de políticas públicas para o manejo adequado de resíduos. A erradicação de lixões é defendida como medida sanitária, ambiental e social, principalmente para evitar impactos em áreas urbanas e costeiras.
Pedro Maranhão, presidente da ABREMA, ressalta que o problema exige resposta rápida para evitar novas crises de saúde. A discussão envolve fiscalização, finanças públicas e inovação em saneamento para reduzir riscos futuros.
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