Na tarde desta terça-feira, 19, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que a possibilidade de uma pandemia causada pelo hantavírus é baixíssima. A fala ocorreu durante o monitoramento da doença e das medidas de vigilância adotadas pelo governo.
Padilha explicou que o hantavírus já é conhecido desde os anos 90 quanto aos modos de transmissão e comportamento, o que reduz significativamente o risco de disseminação em grande escala. Segundo ele, a transmissão entre humanos é praticamente limitada a surtos isolados da cepa andina, que não circula no Brasil.
O ministro destacou que o país mantém o monitoramento ativo e assegura assistência aos diagnosticados, sem minimizar a gravidade de casos. A atuação envolve vigilância contínua e apoio médico aos pacientes.
Ele também ressaltou a importância de acompanhar enfermidades respiratórias, como gripe e sarampo, que apresentam maior potencial de contágio em massa, principalmente em contextos de transmissão comunitária.
Viagens internacionais e cautelas
Padilha mencionou que pessoas que irão a países-sede da Copa do Mundo — México, Estados Unidos e Canadá — devem manter cuidados com o hantavírus, diante de surtos identificados recentemente com a cepa Andes. A orientação é manter as medidas de prevenção habituais para doenças respiratórias, principalmente em áreas com maior contato com roedores ou ambiente potencialmente infectado.
Sob supervisão de Fernanda Pinotti
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