O grupo de vigilância Beyond Plastics realizou uma avaliação sobre as copos plásticas de Starbucks usadas para bebidas frias. Entre janeiro e março de 2026, pesquisadores testaram 53 copos com rastreadores dentro de caixas de coleta sinalizadas. O objetivo foi verificar se essas copos, tidas como amplamente recicláveis, realmente -> voltam a reciclagem.
Os rastreadores Bluetooth foram fixados nos utensílios com cola e monitorados pelos voluntários de Beyond Plastics. As copos foram coletadas em lojas Starbucks de nove estados dos EUA, incluindo Washington, DC. O estudo seguiu as copos desde a coleta até o destino final informado pelas etiquetas das caixas.
Resultados apontam que nenhum dos copos chegou a uma usina de reciclagem. Dentre os rastreadores que chegaram a destinos finais, muitos apontaram para aterros sanitários, incineradores, pontos de transferência de resíduos ou instalações que não reciclam plásticos. Um copo percorreu toda a distância de Williamsburg, Brooklyn, até um aterro em Amsterdam, Ohio.
Metodologia e contexto
O material utilizado nas copos é polipropileno, comum em embalagens de uso único. A reciclagem efetiva dessa opção é limitada pela disponibilidade de instalações capacitadas. Em relatório anterior, Greenpeace já havia indicado poucas unidades com capacidade para esse tipo de plástico.
Implicações e recomendações
A líder do Beyond Plastics afirma que a rotulagem de “amplamente reciclável” pode ser enganosa frente à prática real de reciclagem. A organização recomenda substituir copos plásticos por opções de fibra na linha para viagem e incentivar o uso de itens reutilizáveis, além de revisar as etiquetas em pontos de coleta.
A Starbucks não respondeu de imediato ao pedido de comentário. A Beyond Plastics reforça a necessidade de reduzir o uso de plástico de uso único e repensar a rotulagem de reciclagem para itens de alimentação.
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