Uma doença neurológica, a hipertensão intracraniana idiopática (HII), pode ser confundida com enxaqueca e leva, em casos não tratados, à perda visual permanente. A condição afeta principalmente mulheres em idade fértil, com incidência maior entre obesas.
A HII se apresenta com dor de cabeça diária, zumbido no ouvido, visão turva e sensação de pressão no crânio. A confusão diagnóstica com cefaleias comuns atrasa o tratamento e aumenta o risco de sequelas.
Quiçá cegueira: por que ocorre
Especialistas explicam que o problema envolve a drenagem venosa do cérebro. Venas chamadas seios venosos podem apresentar estenose, elevando a pressão intracraniana e agravando sintomas visuais.
Como é feito o diagnóstico
A confirmação ocorre por exclusão. A angioressonância venosa identifica estenoses, enquanto a punção lombar mede a pressão do líquido cefalorraquidiano. A avaliação oftalmológica monitora o risco de papiledema.
Tratamento: evolução e opções
Tratamentos evoluíram para incluir abordagens menos invasivas. O implante de stent no seio venoso restaura o fluxo sanguíneo e reduz a pressão intracraniana, com resultados promissores na literatura recente.
O médico aponta que, com a estenose identificada, o stent pode preservar a visão quando o diagnóstico ocorre precocemente. Alertas destacam a importância de investigar sinais em mulheres jovens com dor de cabeça persistente.
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