O Chester Zoo, no Reino Unido, divulgou nesta semana o nascimento de um filhote de aardvark, mamífero da África subsaariana. O filhote é apenas o segundo nascimento da espécie no zoológico em 94 anos, o que tornou o registro especial para a instituição.
O mamífero nasceu com aparência inusitada, lembrando coelho, tamanduá e porco-da-terra. O apelido escolhido pela equipe foi “Womble”, e a curiosidade ganhou as redes sociais, onde internautas tentaram identificar a espécie apenas pela imagem.
A mãe, chamada Oni, teve dificuldade inicial para amamentar. Por ser um animal noturno, os tratadores alimentavam o filhote com mamadeira durante a madrugada e mantinham-no em incubadora aquecida antes de devolvê-lo à mãe pela manhã.
Espécie rara e hábitos subterrâneos
Segundo o zoológico, hoje existem apenas 68 aardvarks em zoológicos europeus e cerca de 114 em instituições de conservação no mundo. Na natureza, a espécie enfrenta risco por perda de habitat decorrente de expansão agrícola e caça para consumo.
A diferença entre aardvark e tamanduá é física e evolutiva: não possuem parentesco próximo, apesar de semelhanças na alimentação. O aardvark tem focinho alongado, língua de até 25 centímetros e garras fortes para cavar tocas e capturar insetos.
A palavra aardvark significa “porco da terra” em africâner, refletindo a sua origem e comportamento subterrâneo. A instituição ressalta a importância do nascimento para a diversificação de animais em cativeiro e para programas de conservação.
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