O número de médicos geriatras no Brasil cresceu quase 380% entre 2011 e 2024, conforme a Demografia Médica. Em 2011 havia 662 profissionais, e hoje passam de 3 mil com o título de especialista. A relação é de 1,49 geriatras por 100 mil habitantes.
O envelhecimento da população explica parte do ganho. Dados do IBGE indicam que, em 2023, a faixa de 60 anos ou mais alcançou 32,1 milhões de pessoas, ou 15,6% da população. A tendência aponta para a maioria dessa faixa nas próximas décadas.
A região Sudeste concentra a maior parte dos geriatras, com 58,1% do total. Nordeste aparece em 2º, com 16,9%, Sul 14,1%, Centro-Oeste 8,6% e Norte 2,3%. Mulher representa 62,1% da categoria, frente a 37,9% de homens.
A expansão da formação é acompanhada pela demanda por cuidado geriátrico. Doenças crônicas como hipertensão, diabetes e demência elevam a necessidade de acompanhamento contínuo ao longo da vida do idoso.
Segundo Marco Túlio Cintra, presidente da SBGB (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), o Brasil precisa de mais geriatras e de sensibilização entre outros profissionais de saúde sobre cuidado geriátrico.
O geriatra atua na prevenção, diagnóstico e manejo de doenças do idoso, com foco na autonomia, funcionalidade e qualidade de vida. O objetivo é acompanhar o envelhecimento desde seus estágios iniciais até o cuidado paliativo.
Cintra ressalta que o acompanhamento pode começar antes dos 60 anos. Pessoas com doenças crônicas complexas podem se beneficiar da avaliação geriátrica para prevenir complicações e manter a qualidade de vida.
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