O museu Anchieta de Ciências Naturais, em Porto Alegre, abriga uma máquina planetária do início do século 20 que ainda funciona. Chegou em 1926 e é mantida em seu espaço como uma das raridades científicas do país.
Segundo estudo da UFRS e da Univale, existem apenas cinco máquinas desse tipo no mundo. Além do Rio Grande do Sul, exemplares ficam na França e na Itália, em museus e coleções privadas.
A peça pode ter sido produzida por Émile Bertaux, francês conhecido por globos e instrumentos geográficos no século 19. A raridade a coloca entre os maiores destaques da exposição permanente do Colégio Anchieta.
Acervo e função pedagógica
Além da máquina planetária, o museu reúne cerca de 130 mil insetos catalogados, além de peixes, répteis, aves e mamíferos empalhados. Fósseis, conchas, minerais e rochas integram o acervo.
A instituição ressalta o papel pedagógico da preservação, que aproxima crianças e jovens da biodiversidade e da ciência por meio da observação direta dos compartimentos expostos.
Reforma, acessibilidade e visitas
O museu passará por reforma estrutural para ampliar acessibilidade e modernizar o prédio, com início previsto para dezembro e conclusão em 2028. A exposição ficará temporariamente em outro espaço durante as obras. Visitas guiadas continuam gratuitas mediante agendamento.
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