O Papa Leão XIV visitou a Terra dos Fogos, área próxima a Nápoles, na véspera do 11º aniversário da encíclica Laudato Si. A visita ocorreu em Acerra e teve como foco a poluição causada pelo despejo ilegal de resíduos tóxicos. O pontífice reuniu-se com famílias que perderam entes queridos.
Durante a passagem pelo local, o Papa ouviu relatos de moradores sobre doenças associadas à contaminação e recebeu fotografias de crianças e jovens que lutam contra o câncer. Leão XIV afirmou que veio para acolher as lágrimas das famílias afetadas pela poluição.
A Terra dos Fogos, também chamada Terra di Fuochi, já foi descrita pelo Papa Francisco como um território de degradação ambiental grave. O Papa reforçou a continuidade da agenda ecológica iniciada pelo antecessor, destacando a necessidade de responsabilização de quem polui.
Segundo decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, autoridades italianas sabiam da poluição desde 1988, atribuída à Camorra. O tribunal determinou que a Itália crie, em dois anos, um banco de dados sobre resíduos tóxicos e riscos à saúde na região de Caserta e Nápoles, que abrange cerca de 2,9 milhões de pessoas.
Contexto institucional e memória das vítimas
O bispo local destacou que estima cerca de 150 jovens mortos nos últimos 30 anos na região, sem contar adultos ou mortes em outros municípios. Ele pediu ao Papa que reforce a cobrança por ações efetivas dos órgãos competentes.
Encontro com famílias e relatos de perdas
Entre as vítimas está Maria Venturato, que faleceu em 2016 aos 25 anos. O pai dela pediu ao Papa apoio público para pressionar autoridades a agir. Outras famílias compartilharam memórias de filhos e filhas cujas vidas foram interrompidas pela contaminação.
Desvios históricos e ações futuras
A cerimônia ocorreu após um histórico de planos de visita do Papa Francisco à região, cancelados pela pandemia. O foco permanece na responsabilização de agentes envolvidos e na proteção da saúde da população local.
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