Misofonia é entendida como sensibilidade extrema a sons específicos e repetitivos, que desencadeiam respostas emocionais desproporcionais. A condição pode incluir irritação, pânico ou vontade de fugir, segundo a neurologista Ana Carolina Gomes.
O tema envolve também zumbido, hiperacusia e fonofobia, que costumam surgir junto. Estima-se que a misofonia acometa cerca de 20% da população, segundo revisão de 2022, com diagnóstico baseado em relatos e avaliação especializada.
Causas e mecanismos
A misofonia está ligada à hipersensibilidade do córtex insular anterior, área que atribui significado emocional aos sons. Em pessoas afetadas, sons neutros podem parecer ameaças, ativando o sistema de luta ou fuga.
A influência familiar é mencionada por especialistas. Traços herdados ou aprendidos na convivência familiar podem contribuir para o desenvolvimento, somando a traumas auditivos, TEA, TOC e TDAH.
Casos e vivências
A jornalista Abigail Aquino relata sinais aos 17 anos, após a explosão de um pneu. Acompanharam-se zumbido, hiperacusia e fonofobia, com isolamento motivado pela dificuldade de lidar com sons.
A atriz January Jones já relatou sofrimento com o som de batatas fritas próximo a quem está ao redor, destacando o impacto social da condição. Muitas pessoas enfrentam julgamentos por reações acompanhadas de isolamento.
Como lidar no dia a dia
Especialistas indicam tratamento multidisciplinar. Estratégias incluem estimulação sonor a baixos volumes para modular ativação emocional, além de medicamentos para zumbido e hiperacusia.
Mudanças comportamentais, como terapia cognitivo-comportamental, neurofeedback e meditação, também aparecem como caminhos possíveis para reduzir impactos diários.
Perspectiva e diagnóstico
A ciência não aponta cura, mas aponta autonomia para reduzir o impacto da misofonia na vida. Profissionais destacam a importância de planos individualizados e orientação de especialistas para cada caso.
Entre na conversa da comunidade