O grupo Bayer contestou o pedido de proibição do glifosato no Brasil, considerado o herbicida mais vendido globalmente e amplamente utilizado pelo agronegócio brasileiro. A empresa afirma que o produto pode ser usado com segurança e não é carcinogênico, segundo seu posicionamento oficial.
A ação do Ministério Público do Trabalho tramita na Justiça Federal desde a sexta-feira, 23 de maio de 2026, e envolve a Anvisa e o governo federal. O MPT solicita o fim do registro de produtos com glifosato no país, o que encerraria produção, exportação, importação, comercialização e uso do ativo e de seus componentes.
Caso seja acolhido, a medida pode suspender autorizações essenciais para a atuação de empresas químicas no Brasil, com impactos na cadeia do agronegócio. A decisão preocupa setores do setor produtivo que dependem do herbicida para manejo de culturas.
Reação da Bayer
A Bayer afirma que autoridades regulatorias ao redor do mundo, incluindo o Brasil, reiteram que o glifosato pode ser utilizado com segurança e não apresenta relação causal com câncer. A empresa destaca que a retratação de um estudo científico recente foi controversa, com mais de 60 cientistas contestando a decisão.
Segundo a Bayer, o artigo retratado não apresenta dados originais, trata-se de uma revisão de estudos já apresentados às autoridades regulatórias e não influenciou avaliações recentes da União Europeia, EPA dos EUA ou Health Canada. A empresa ressalta que as revisões regulatórias continuam permitindo o uso do glifosato com segurança.
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