O cloro é apresentado como elemento central no tratamento de água, essencial para a saúde pública, proteção ambiental e continuidade do abastecimento. Dados da UNICEF indicam avanço global: entre 2015 e 2024, 961 milhões passaram a dispor de água potável segura, enquanto 2,1 bilhões ainda não têm esse serviço.
No Brasil, o cloro permanece como insumo estratégico para evitar doenças de veiculação hídrica. Órgãos internacionais destacam a importância da desinfecção, que elimina germes presentes na água e sustenta a qualidade do fornecimento público.
No Rio de Janeiro, o sistema Guandu é o maior polo de produção de água da América Latina, com capacidade de 45 mil litros por segundo. Esse volume ressalta a necessidade constante de insumos químicos, logística eficiente e controles de qualidade.
A Katrium atua no Rio, produzindo e comercializando sais de potássio e derivados do cloro, com presença em tratamento de água e sanitização. A relação com a Cedae é reconhecida em documentos oficiais do governo estadual.
Em 2025, a Cedae renovou o contrato com a Katrium para aquisição de cloro liquefeito em carreta, por 24 meses, estimado em 75 milhões de reais. A parceria sustenta o abastecimento do Guandu, infraestrutura crítica para a cidade.
Segundo Renan Coelho, diretor comercial da Katrium, o debate sobre cloro precisa sair do universo industrial e ganhar leitura como parte da saúde das cidades, com produção, transporte, armazenamento, aplicação técnica e monitoramento.
Do ponto de vista ambiental, o fornecimento está sujeito a pressão sobre os mananciais por poluição, eventos climáticos e aumento da demanda. Sustentabilidade envolve manter operações estáveis, segurança e responsabilidade técnica na cadeia de abastecimento.
A Katrium reforça que a água que chega ao consumidor percorre etapas de captação, tratamento, desinfecção e distribuição, com o cloro cumprindo papel decisivo, de forma silenciosa, técnica e indispensável para a vida urbana.
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