A Xiaomi investe em IA própria para ampliar seu hardware, conectando carros elétricos e smartphones. A aposta visa antecipar oportunidades de IA integrada aos dispositivos, fortalecendo a posição da empresa frente à Apple.
No mês passado, a Xiaomi lançou o modelo MiMo-V2.5-Pro, que tem apresentado desempenho relevante em capacidade de agente IA. Em avaliações, figura entre os líderes, ocupando posição de destaque atrás de GPT-5.5 e Claude Opus 4.7 Max.
Em março, o CEO Lei Jun anunciou um aporte de 60 bilhões de yuans (cerca de R$ 44,2 bilhões) em IA nos próximos três anos. O pacote inclui também o lançamento do carro elétrico SU7, com preço inicial próximo a 219.900 yuans.
Distanciamento da Apple
A estreia da Xiaomi em IA e mobilidade reforça seu avanço em áreas não dominadas pela Apple. A Apple Intelligence, lançada em 2024, enfrentou atrasos e problemas de desempenho, com o iPhone 16 chegando com recursos de IA ainda limitados.
A empresa também já acumula resultados expressivos no setor automotivo, com mais de 200 mil pedidos para o carro elétrico YU7, em apenas três minutos após a abertura de pré-venda. Analistas destacam a capacidade de gestão de cadeia de produção da Xiaomi, herdada do mercado de smartphones.
Phate Zhang, analista da CnEVPost, aponta que a integração de recursos de IA com hardware foi facilitada pela experiência da Xiaomi em componentes móveis. Com isso, a companhia ganha visibilidade em um mercado de smartphones saturado na China.
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