O governo da França confirmou sete mortes ligadas à onda de calor que atinge a Europa. Segundo Ministério, as mortes ocorreram entre afogamentos e incidentes durante competições, em Paris e Lyon, com o episódio em curso desde a segunda-feira. A agência meteorológica manteve alerta.
Entre as mortes, cinco foram por afogamento e outras duas ocorreram durante eventos esportivos em Paris e Lyon, conforme informou Maud Bregeon, porta-voz do governo. Ela ressaltou que os números precisarão de detalhamento ao fim do episódio.
A França registrou a segunda-feira mais quente já lembrada para um mês de maio, com 37,1 °C perto de Hossegor, no sudoeste. Mais de 350 estações no país reportaram recordes de temperatura.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu marcou reunião com ministros-chave para quinta-feira, 28, para discutir preparativos do governo diante de ondas de calor. O país enfrenta alerta laranja em oito departamentos no oeste.
Contexto científico e regional
O calor é atribuído ao influxo de ar quente vindo do norte da África, aprisionado por um anticiclone. Cientistas destacam que mudanças climáticas potencializam fenômenos extremos, inclusive o chamado domo de calor que afeta grande parte da Europa.
Na prática, as temperaturas devem continuar altas nos próximos dias, com estimativas de pico de até 36 °C na França e continuidade de alertas para parte do território. Londres registrou 34,8 °C, quebra de recorde. Irlanda também teve marcas inéditas para maio.
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