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Por que SP e RJ registraram tremores de terra nos últimos dias

Rio registra abalo local de 3,3 na costa de Maricá; São Paulo sente reflexo de terremoto de 6,9 no Chile, ampliado pela bacia sedimentar, sem danos confirmados

Sismos no Sudeste: entenda por que o Rio e SP registram tremores
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O Sudeste do Brasil registrou tremores de terra com origens distintas nos últimos dias. No Rio de Janeiro, um abalo de magnitude 3.3 ocorreu na costa de Maricá, na quinta-feira. Em São Paulo, moradores relataram vibrações na segunda-feira, decorrentes de um terremoto de magnitude 6.9 no Chile. As causas são diferentes: um tremor local na costa fluminense e um reflexo de ondas sísmicas distantes.

Rio de Janeiro: tremor na margem oceânica

O evento ocorreu às 5h31, com epicentro próximo a Maricá. A Rede Sismográfica Brasileira aponta que o fenômeno decorre de tensões na crosta. O sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, diz que a margem sudeste do Brasil é a principal zona sísmica offshore do país. Não houve registro de danos.

São Paulo: reflexos de sismos nos Andes

As vibrações em São Paulo são atribuídas a um sismo no norte do Chile, há milhares de quilômetros. A cidade, que fica sobre uma bacia sedimentar, amplia ondas sísmicas que chegam ao solo. Especialistas da USP afirmam que é muito pouco provável que abalos distantes causem danos estruturais.

Diferença entre tremor e terremoto

O Serviço Geológico do Brasil classifica como tremores de terra eventos de baixa intensidade, como 3.3 no Rio e 2.9 em Minas. Terremotos são reservados a eventos de maior magnitude e ruptura extensa, como o do Chile. O Brasil está localizado no centro da Placa Sul-Americana, região relativamente estável.

Segurança e engenharia sísmica

A engenharia civil brasileira busca redundância estrutural e deformação controlada para suportar cargas dinâmicas. Essa abordagem visa ampliar a estabilidade de edificações diante de eventos sísmicos de baixa a moderada magnitude.

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