A gordura abdominal não é apenas questão estética. Especialistas alertam que o aumento da circunferência abdominal pode indicar risco maior para doenças cardíacas e AVC. A massa de gordura na região visceral envolve órgãos como fígado, intestino e pâncreas.
A gordura visceral é mais ativa metabolicamente e libera substâncias inflamatórias que prejudicam o metabolismo. Com o tempo, ela facilita o acúmulo de placas nas paredes das artérias, elevando a chance de infarto ou AVC.
Quando os níveis de colesterol, especialmente o LDL, são altos, parte dessa gordura pode se depositar nessas paredes. Placas associadas a inflamação e cálcio dificultam a passagem do sangue e podem romper, gerando coágulos.
A circuferência abdominal funciona como indicador simples de risco. Valores acima de 88 cm para mulheres e 102 cm para homens costumam ser considerados preocupantes, principalmente com outros fatores como pressão alta e sedentarismo.
Nem sempre o paciente está com peso elevado. Muitas pessoas apresentam gordura abdominal mesmo com peso dentro da faixa normal, o que também aumenta o risco cardiovascular.
Riscos efetivos e hábitos
Mudanças de estilo de vida ajudam a reduzir esse risco. Praticar atividade física regularmente, controlar colesterol, pressão e glicose, evitar cigarros e adotar alimentação equilibrada são medidas centrais.
A combinação de exercícios aeróbicos com treino de força costuma trazer melhores resultados na redução da gordura abdominal, segundo especialistas. A regularidade é o fator-chave para eficácia.
Como agir no dia a dia
Reduzir ultraprocessados e consumo de açúcar, além de manter rotina de atividades físicas, ajuda a sustentar a saúde do coração. Pequenas mudanças contínuas costumam gerar impacto expressivo ao longo do tempo.
O recado principal é claro: a barriga não deve ser encarada apenas como questão estética. Ela pode sinalizar risco relevante à saúde, requerendo atenção e hábitos mais saudáveis.
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