A Casa Branca ampliou a aposta no setor de semicondutores ao comprar 9,9% da Intel. O investimento, feito a US$ 20,47 por ação em agosto, gerou, até o momento, retorno de US$ 43 bilhões para os EUA. A decisão é vista como impulso estratégico para recuar a crise de fornecimento.
A operação tem vínculos com a Apple e com outras gigantes de tecnologia. Segundo o Wall Street Journal, o secretário de Comércio atuou diretamente para viabilizar acordos entre a Intel e clientes significativos, entre eles Nvidia e SpaceX.
Pelo acordo preliminar, a Intel passaria a atender parte das necessidades de chips da Apple, ainda sem confirmação de quais produtos. Analistas dizem que a Apple tem buscado diversificar fornecedores para manter a cadeia de suprimentos estável.
Historicamente, a Apple fornecia chips para Macs até migrar para a fabricação própria com a TSMC, após 2020. A mudança sinaliza uma nova fase na relação entre Apple e Intel, com foco em chips para diferentes plataformas.
A estratégia da Intel é ampliar serviços de fundição para além de seus próprios projetos. A meta é atrair clientes de alto padrão, incluindo Apple e Nvidia, para ampliar a produção de chips sob medida.
Analistas apontam que, mesmo com a parceria, a TSMC manterá larga superioridade na divisão de fabricação. A firma de Cupertino busca reduzir dependência de fornecedores externos, diante da demanda de IA e de cadeias globais sensíveis.
O objetivo maior, segundo especialistas, é sustentar a recuperação da Intel e avançar na autossuficiência dos EUA na fabricação de semicondutores, num ano em que fatores geopolíticos ajudam o movimento. A Apple, por sua vez, avalia vantagens de qualidade e integração.
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