A NVIDIA informou que sua linha de CPUs Vera já entrou em produção plena. Os primeiros racks foram entregues a grandes empresas de IA, entre elas OpenAI, SpaceX, Anthropic e Oracle, marcando a entrada da companhia nesse mercado de CPUs independentes.
O Vera utiliza um núcleo ARM com 88 núcleos Olympus personalizados. A NVIDIA afirma ganho de desempenho de até 50%, com melhoria de eficiência de até 2x em relação aos padrões x86, além de maior densidade por rack. O objetivo é atender IA de agente única e inferência.
Desempenho inicial e benchmarks
Relatórios do Phoronix indicam que Vera supera a Grace de 72 núcleos em 63% na média de testes. A CPU também fica 10% à frente do EPYC 9575F, com 64 núcleos Zen 5 a 5 GHz, e supera o Intel Xeon 6980P em 55%.
Esses benchmarks são vistos como primeira visão do desempenho da Vera na prática. A NVIDIA afirma que as CPUs Vera poderão compor sistemas independentes além dos modelos do Vera Rubin.
Perspectivas e competição
A gigante busca ampliar participação no mercado de CPUs para data centers, mirando uma liderança prevista para 2026. A demanda pela Vera é apontada como alta, especialmente pela adoção de IA.
Entretanto, o Phoronix ressalta que testes de eficiência por watt não foram autorizados, já que o hardware era de pré-produção. Em todo caso, avaliadores classificam Vera como um dos processadores de servidor ARM mais performáticos já testados.
Cenário de mercado
A comparação envolve ainda a nova geração EPYC Venice, da AMD, com núcleo Zen 6, já em produção avançada e com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026. A Intel trabalha com Diamond Rapids, enquanto Qualcomm e Arm desenvolvem CPUs para data centers focadas em IA.
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