Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crises médicas graves são classificadas como ataques de pânico por médicos

Casos de mulheres com sintomas graves são frequentemente interpretados como ansiedade, atrasando diagnóstico de AVC e tratamentos necessários

In the ER, Christy Kirk was told her symptoms were anxiety. They weren’t - she had a hole in her heart that had gone undetected, leading to a stroke.
0:00
Carregando...
0:00

Christy Kirk, dentista em formação, teve metade do corpo dormente durante o último ano da faculdade. A princípio, em casa, apresentava sinais que lembravam um acidente vascular. A fala dificultou e o olhar ficou desviado para um lado.

A vizinha a levou ao pronto-socorro. Ao chegar, a fala voltou, porém lenta e com tropeços. Os médicos concluíram que era apenas ansiedade, e ela recebeu tratamento com um ansiolítico.

Ela relata ter se sentido não ouvida durante o atendimento inicial, apesar de já ter lidado com nervosismo em clínica. Seguiu com a sensação de que algo grave havia acontecido.

Dias depois, um residente em neurologia da vizinhança solicitou nova avaliação. Um exame de imagem, feito cinco dias após o incidente, revelou o rompimento de um orifício no coração e um início de acidente vascular.

O diagnóstico apontou que os sintomas crus do quadro eram de origem cardíaca e não apenas de ansiedade. O procedimento invasivo necessário corrigiu a condição cardíaca.

Casos como o de Kirk são usados para ilustrar falhas de diagnóstico em mulheres, que costumam ter sintomas minimizados ou interpretados de forma incorreta pelos médicos. Estudos indicam vieses de gênero no atendimento.

Kait Leno, de 47 anos, é citada como exemplo de histórico de diagnósticos equivocados. Ela convive com síndromes que causam dor crônica e tontura, agravadas por interações medicamentosas até que um ataque cardíaco grave foi identificado.

Leno buscou atendimento fora de sua região para obter esclarecimentos. Ao chegar ao Mayo Clinic, encontrou uma explicação mais clara sobre seus sintomas e um plano de tratamento que a ajudou a retomar as atividades.

Ela passou a usar ferramentas de registro de sintomas para conversar com médicos e acompanhar a evolução do quadro. A participação em comunidades de apoio também tem sido parte da estratégia de cuidado.

Kirk, hoje perto dos 50, decidiu compartilhar sua história para alertar sobre diagnósticos tardios. Ela afirma ter superado o receio de falar publicamente e continua tratando pacientes com atenção a sinais que podem passar despercebidos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais