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Atech usa IA para reduzir filas de aeronaves no ar

IA integrada ao gerenciamento de tráfego aéreo deve reduzir filas, aumentar previsibilidade para passageiros e companhias e cortar emissões com rotas mais eficientes

Atech já exportou sua tecnologia para países como Índia, Mauritânia e África do Sul
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Atech, empresa de tecnologia do grupo Embraer, iniciou o desenvolvimento de um sistema de IA para otimizar o tráfego aéreo brasileiro. O foco é integrar dados históricos aos planos de voo atuais, reduzindo filas de aviões no ar. O projeto busca cruzar padrões sazonais, horários de pico e clima com os planos de voo.

O sistema de IA vai trabalhar sobre a solução de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM) da Atech. Segundo o CEO Rodrigo Persico, a camada de IA vai sugerir horários de partida mais eficientes, além de melhorar a previsibilidade para passageiros, companhias aéreas e aeroportos.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP de São Carlos e tem apoio da Embrapii. O financiamento é dividido entre Atech e Embrapii, com a USP contribuindo com pesquisadores.

A Atech atua no fluxo de tráfego aéreo no Brasil há mais de 30 anos, por meio do sistema Sigma. A empresa já exportou tecnologia para Índia, Mauritânia e África do Sul e tem cerca de 600 funcionários em várias cidades brasileiras, com representação em Portugal.

O projeto deve levar cerca de dois anos até chegar a protótipos funcionais em testes. A empresa não divulgou o montante investido, mas informou que o financiamento é compartilhado entre Atech e Embrapii, com a USP contribuindo com pesquisa.

Tecnologia no ar e no mar

Atech aplica lógica de integração de sistemas complexos em outras áreas. As novas fragatas da classe Tamandaré da Marinha brasileira contam com um sistema de gestão de combate e plataforma desenvolvido pela companhia, que integra sensores, armamentos e sistemas a bordo.

A empresa também atua nos submarinos brasileiros e nos simuladores do caça Gripen. Na esfera de segurança digital, participa há cinco anos do Locked Shields, maior exercício de defesa cibernética da Otan, envolvendo simulações de ataques e defesa.

Fonte: Broadcast+, publicada em 28/05/2026.

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