O governo de São Paulo anunciou reforço na vacinação contra a febre amarela no ABC, região metropolitana de São Paulo, após a confirmação de um caso em um macaco na cidade de Santo André. A medida envolve ações de vigilância e ampliação da imunização para reduzir o risco de transmissão em áreas de mata, parques e corredores ecológicos. A confirmação foi publicada no Boletim Epidemiológico do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) na segunda-feira (25).
A SES-SP informa que o registro em um primata sinaliza possibilidade de circulação do vírus em áreas próximas, o que exige atenção de moradores. Em Santo André, a vacinação é recomendada a partir de 6 meses de idade, com dose zero para crianças entre 6 e 8 meses. Grávidas, gestantes e amamentantes devem avaliar com assistência médica antes de vacinar.
Neste ano, o estado registrou nove casos de febre amarela em humanos, com cinco óbitos, e nenhum paciente vacinado morreu. Além de Santo André, as cidades do ABC — São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra — também recebem orientações de vacinação. A recomendação é para pessoas com 9 meses ou mais que ainda não tomaram a vacina, com esquema incompleto ou que permaneçam em áreas de risco.
Pessoas que receberam a dose fracionada em 2018 devem tomar uma dose completa, especialmente quem reside ou se desloca para regiões com circulação do vírus. A febre amarela é transmitida por mosquitos em áreas silvestres; não há transmissão direta entre pessoas nem de macacos para humanos. Os primatas servem como sentinelas da circulação do vírus.
Entre na conversa da comunidade