O Boom Overture promete revolucionar viagens supersônicas ao oferecer voos entre Nova York e Londres em cerca de 3,5 horas, com testes previstos para 2026. A empresa Boom Supersonic já tem mais de 130 encomendas de companhias como United, American Airlines e Japan Airlines.
O objetivo é reduzir o tempo de passagem entre grandes destinos sem repetir os problemas do passado. O projeto foca em eficiência, menor ruído e uso de combustíveis sustentáveis, com motor Symphony desenvolvido especificamente para o aircraft.
Diferenças com o Concorde
O Overture opera a Mach 1.7, cerca de 2.100 km/h, abaixo do Mach 2 do Concorde. Em contrapartida, a aeronave busca maior eficiência, alcance maior por rotas longas e menor consumo, além de combustíveis SAF.
O projeto prevê cabine para 64 a 80 passageiros, com configuração executiva. O alcance máximo é de 7.870 km, suficiente para mais de 600 rotas comerciais, e o avião utiliza quatro motores Symphony.
Aspectos técnicos e operacionais
A aeronave mede cerca de 60 metros de comprimento e 32 de envergadura. O custo por trecho é estimado em US$ 1.700, alinhado ao perfil de tarifas executivas. O objetivo é tornar voos supersônicos economicamente viáveis.
Cronograma e produção
A Boom abriu a fábrica de Greensboro, na Carolina do Norte, para produzir componentes e montar o primeiro protótipo ainda em 2026. Voos de teste estão programados para o segundo semestre de 2026, com certificação posteriormente.
A expectativa é iniciar operações comerciais entre 2028 e 2029, dependendo de avaliações da FAA e da EASA e dos resultados do motor Symphony.
Impacto esperado
Se confirmado, rotas como Newark-Heathrow e San Francisco-Tóquio podem abrir uma nova fase da aviação. A United Airlines encomendou 15 unidades, marcando o cronograma de estreia no segmento.
O desafio do Overture é comprovar que velocidade supersônica pode ser sustentável, com menor ruído e custos compatíveis, superando os obstáculos históricos da era do Concorde.
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