Scott Wray atua como líder de treinamento de EVA (spacewalk) para a missão Artemis e trabalha na preparação de astronautas para operações na Lua. O foco é desenvolver fluxos de treino que integrem ciência e operação, visando o sucesso em solo lunar.
Com mais de 16 anos no Johnson Space Center da NASA, Wray consolidou experiências em três eras da exploração humana. Sua trajetória começou na infância, com um fascínio por espaço que evoluiu para engenharia e participação em programas de cooperação estudantil.
Durante a formação na Embry-Riddle e no programa de contratação com a United Space Alliance, ele participou de diversas operações da NASA, observando equipes de IFM e EVA colaborem para reparos no ônibus espacial Atlantis.
Trajetória e aprendizado
Ao longo da carreira, Wray atuou como instrutor de EVA, ensinando ferramentas e procedimentos de manutenção a astronautas. Sua visão incluiu adaptar técnicas a diferentes biotipos e origens, fortalecendo o trabalho em equipe.
Também atuou como flight controller em EVAs de shuttle e da Estação Espacial Internacional. Um incidente de 2013, envolvendo o casco de um traje, reforçou a importância da vigilância e da aprendizagem contínua.
Preparação para Artemis
Nos últimos anos, as responsabilidades de Wray se voltaram para a preparação de tripulações da Artemis para missões à Lua. O treinamento abrange desde o uso de novos trajes até a operação de veículos e a coleta de amostras no entorno lunar.
O programa utiliza ambientes variados, como o Neutral Buoyancy Laboratory, sistemas de offload de gravidade, realidade virtual e cenários de iluminação simulando o polo sul lunar. O objetivo é formar operadores de campo científicos.
Wray destaca que o currículo busca aproveitar forças individuais para fortalecer a cooperação e a resiliência da equipe. O foco está em integrar ciência, exploração geológica e operações de EVA.
Visão para o futuro
O líder de treino afirma que as atividades de Artemis vão além do treino técnico, preparando astronautas para novos ambientes e desafios. A meta é uma transição suave entre exploração orbital e atividades na superfície lunar.
Apesar das demandas, Wray reserva tempo para atividades pessoais, como artes cênicas, que ajudam a manter o equilíbrio entre vida profissional e familiar. O trabalho volta-se à construção de uma nova era da exploração humana.
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