O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia a abertura de crédito extraordinário para enfrentar os impactos do El Niño e evitar queimadas descontroladas, com foco em possíveis efeitos eleitorais. Medidas incluem reforço na fiscalização, logística e cooperação entre estados.
Segundo apurações da Folha, o tema foi discutido em reunião da sala de situação contra incêndios na segunda quinzena de maio e voltará à pauta em junho. A prioridade é mitigar incêndios durante a seca.
A atuação da Polícia Federal passa a priorizar cidades de maior risco de incêndios intencionais, com registro de flagrantes e responsabilização de culpados. A estratégia envolve ainda Defesa, Transportes e forças de segurança.
Crédito e órgãos envolvidos
O Ibama e o ICMBio solicitam cerca de R$ 200 milhões em crédito extraordinário para recompor perdas orçamentárias e ampliar ações de combate a incêndios. O repasse inclui equipamentos para seis estados do Pantanal e do Cerrado.
A AGU prepara resposta a questionamento do STF sobre ações federais para conter impactos do El Niño. O governo também entrega R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para fortalecimentos de combate a incêndios.
Mapeamento de risco e ações operacionais
Um mapa aponta regiões com maior probabilidade de queimadas motivadas por discurso político. O Pará aparece como área de maior risco, com Altamira, Novo Progresso e São Félix do Xingu no foco.
Para enfrentar o desafio, estão previstas cooperações com as Polícias Militares ambientais, maior atuação da Força Nacional e eventual uso de aeronaves do Ministério da Defesa.
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