Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) analisa os impactos do envelhecimento da população brasileira. Realizado em 70 municípios de todas as regiões, o levantamento aponta déficits em saúde, acessibilidade e assistência para idosos. O país tende a duplicar o número de pessoas com 60 anos ou mais nas próximas décadas.
Entre os idosos, a hipertensão é comum: três em cada dez pessoas acima de 60 sofrem com pressão alta. Especialistas destacam que, mesmo em tratamento, a eficácia ainda é um desafio para evitar infartos, AVC e demência vascular.
A pesquisa também revela limitações na autonomia. Aproximadamente 20% dos idosos têm dificuldade para atividades diárias sem ajuda, como vestir-se, tomar banho ou alimentar-se. Ao todo, 6,5 milhões apresentam alguma dependência funcional.
Além disso, o estudo avaliou a infraestrutura urbana. Mais de 40% dos entrevistados têm receio de cair nas calçadas, sinalizando problemas de mobilidade e acessibilidade em cidades.
Desafios de cuidado e cultura do envelhecimento
Especialistas afirmam que o principal desafio é a construção de uma cultura do cuidado. O aumento da população idosa pode elevar pressões sociais se não houver proteção e segurança adequadas.
O estudo cita a necessidade de ampliar redes de apoio e serviços de saúde voltados para longevidade, com foco na prevenção e na reabilitação funcional.
Em Belo Horizonte, centros de convivência mostram a dependência de cuidadores para atividades básicas do dia a dia. Profissionais destacam a importância de treinamento, paciência e comprometimento no cuidado.
A pesquisa aponta ainda que o envelhecimento não será um problema isolado: crescerá a demanda por políticas públicas estruturais, com atenção à acessibilidade, à assistência domiciliar e à proteção social para a população idosa.
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