O uso massivo de redes sociais cresceu exponencialmente, mudando a forma como interpretamos e regulamos nossas emoções. A exposição a estímulos intensos, como comparações sociais, notícias negativas e recompensas rápidas, impacta a capacidade de lidar com frustrações diárias.
Dados de tempo de tela indicam que o Brasil é o segundo país que mais passa tempo exposto a telas no mundo, com aproximadamente 56,6% das horas acordadas frente a dispositivos. A pesquisa citada é da Electronics Hub, de 2023.
Segundo a pesquisadora do CPAH, Flávia Ceccato, o cérebro não foi feito para processar grande volume de informação emocional ao mesmo tempo. Conteúdos rápidos e repetidos reduzem a capacidade de sentir, interpretar e organizar emoções.
Impactos da hiperconexão
A hiperconexão favorece a busca por validação externa, o que pode afastar o autoconhecimento. Com isso, há aumento de ansiedade, irritabilidade e impulsividade, além de confusão emocional.
A pesquisadora ressalta que a inteligência existencial ajuda a resgatar propósito e presença, mas esse senso pode se perder se a vida for vivida apenas no imediato. O tema é tratado como um alerta para a saúde mental na era digital.
Desdobramentos e caminhos
A discussão sobre saúde mental na era digital ganha relevância para políticas de bem-estar e educação emocional. Profissionais destacam a necessidade de estratégias para reconectar pessoas consigo mesmas e reduzir impactos da hiperconexão.
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