O meio do ano costuma trazer mais cansaço emocional e irritabilidade, conforme relatos de pacientes em consultórios. Junho é marcado pela soma de estresses anteriores com a queda de energia, concentração e motivação.
Especialistas apontam que o desgaste é fruto de meses de demandas acumuladas desde o início do ano. Metas, cobranças profissionais e responsabilidades familiares se refletem em sinais que vão além do simples cansaço.
O frio e a menor luminosidade também afetam o humor. A luz natural regula ritmos circadianos, sono e disposição, e, com dias mais curtos, há maior vulnerabilidade a sintomas depressivos e fadiga.
A prática regular de atividade física, o tempo ao ar livre e o sono reparador aparecem como fatores de proteção. Quando esses aspectos diminuem, o risco de esgotamento emocional aumenta.
Burnout surge quando várias áreas da vida exigem mais energia do que a pessoa consegue repor. Trabalho, finanças, relacionamentos e cuidados familiais podem contribuir para esse quadro.
Muitos pacientes com burnout são pessoas extremamente responsáveis e engajadas, que costumam colocar as necessidades dos outros à frente das próprias. O sinal de alerta pode demorar a aparecer.
O artigo destaca a necessidade de pausa e reposicionamento de prioridades. Cuidar da saúde mental envolve sono adequado, lazer, relações significativas e limites saudáveis, sem abandonar ambições.
Ao final, a autora reforça que o cansaço de junho pode ser um convite à recuperação, não uma fraqueza. Desacelerar pode evitar que o desgaste se torne crônico.
Sobre a autora
Jéssica Martani é médica psiquiatra, especialista em TDAH, saúde mental e regulação emocional. Coordena a pós-graduação em TDAH e é colunista da Bons Fluidos. Conheça mais no Instagram e YouTube.
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