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Relógios com monitoramento de saúde podem provocar ansiedade

Monitores de saúde vestíveis podem elevar a ansiedade ao ler dados que não correspondem ao que o corpo sente; desligá-los por um dia ajuda a observar sensações

Leitura no smartwatch pode fazer você pensar que algo está errado e lhe causar preocupação, principalmente em pessoas com maior tendência à ansiedade
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Milhões de pessoas usam dispositivos vestíveis para monitorar a saúde e a atividade física. Eles ajudam a acompanhar sono, frequência cardíaca e desempenho, mas também podem provocar efeitos indesejados no bem-estar.

Pesquisadores destacam que a leitura de um smartwatch pode gerar ansiedade, especialmente quando a leitura não condiz com a sensação física. Um caso relatado envolve alta frequência cardíaca após uma caminhada, atribuída à altitude, que transformou uma sensação de bem estar em desconforto.

Especialistas afirmam que o efeito é real para parte dos usuários. A leitura parece clara, mas pode ser interpretada como sinal de problema quando o corpo não acompanha as leituras esperadas. A resposta cerebral a esse descompasso pode aumentar a ansiedade.

Como o cérebro interpreta dados do corpo

O cérebro funciona como uma máquina de previsão, atualizando modelos do ambiente. Ao detectar uma leitura cardíaca elevada fora do esperado, surge um erro de previsão que pode disparar preocupação desnecessária.

Esse mecanismo é comum e geralmente corrige o desvio sem que a pessoa perceba. Quando o desvio chega à consciência, é comum buscar explicações para a diferença entre sensação e leitura.

Quando os dispositivos ajudam, quando atrapalham

A utilidade dos wearables é inegável para monitoramento de saúde, sono e atividade. Contudo, o monitoramento constante pode se tornar mal-adaptativo para quem tem maior propensão à ansiedade.

Em cenários de distúrbios alimentares ou crises de ansiedade, o excesso de feedback corporal pode ampliar desconfortos. Moderar o uso ou pausar o monitoramento pode ajudar a avaliar o impacto real no bem-estar.

Medidas práticas para reduzir a ansiedade

Uma estratégia sugerida é desligar o dispositivo por um dia e observar sensações sem o feedback dos dados. Comparar como o corpo se sente sem leituras pode indicar o que é resposta fisiológica e o que é interpretação do cérebro.

Caso a ansiedade persista, é aconselhável buscar orientação médica ou de saúde mental. Avaliar o equilíbrio entre benefício do monitoramento e o custo emocional é essencial para o bem-estar.

Este conteúdo foi elaborado a partir de estudos e entrevistas publicadas na conversa. A versão original apresenta leitura adicional sobre o tema.

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