O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (9/6) a interrupção temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida é preventiva e vale enquanto as autoridades analisam eventos adversos graves após a aplicação de cerca de 500 mil doses em todo o país.
Ao todo, foram registradas 42 notificações de reações graves, entre as quais três apontam sinais de alerta. Dois óbitos ainda estão sob investigação. A campanha permanece suspensa até que a avaliação seja concluída para orientar a retomada das ações.
O ministério destacou que a suspensão não compromete a avaliação de eficácia da vacina, que continua a ser analisada. O objetivo é obter informações adicionais para esclarecer possível relação entre os eventos observados e a imunização.
Monitoramento reforçado
Durante a suspensão, o governo ampliará o acompanhamento de casos relacionados à vacinação na rede hospitalar. A vigilância terá foco especial em pessoas vacinadas nos últimos 21 dias. Qualquer sintoma deve ser comunicado aos serviços de saúde.
O Ministério orienta que quem recebeu a vacina nas últimas três semanas busque atendimento caso apresente sinais de alerta, como febre, dor abdominal intensa, vômitos, tontura, sangramentos, sonolência, irritabilidade, desidratação ou piora do estado geral.
Casos em investigação
As investigações envolvem equipes técnicas do Ministério da Saúde, da Anvisa e do Instituto Butantan. Um caso envolve uma mulher de 39 anos que desenvolveu dengue grave seis dias após a vacinação e precisou de UTI, mas teve alta.
Ainda sob análise estão os casos de uma mulher de 48 anos e de um homem de 58 anos, que evoluíram com complicações graves da dengue e faleceram. As autoridades avaliam exames, histórico clínico e demais informações médicas.
O Ministério reitera que, até o momento, não há comprovação de que a vacina tenha causado as mortes. As pesquisas continuam para definir se a campanha poderá ser retomada e em quais condições, com base em evidências.
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