A energia solar manteve trajetória de crescimento no Brasil em 2025, somando 10,6 GW de capacidade instalada. Grandes usinas e geração distribuída impulsionaram investimentos acima de R$ 32,9 bilhões e criaram cerca de 320 mil empregos verdes, segundo a Absolar. Hoje, a potência operacional chega a 64 GW, representando 24,5% da matriz elétrica nacional.
Com esse avanço, a demanda por manutenção especializada de inversores fotovoltaicos aumenta. Esses equipamentos convertem a energia gerada em eletricidade compatível com a rede, sendo centrais para residências, comércios e usinas de pequeno e médio porte. A troca completa após garantia tornou-se menos comum.
Entre as empresas, a Ozora Soluções sinaliza que o reparo costuma ser mais vantajoso do que a troca quando o custo fica entre 20% e 40% do valor de um inversor novo. O mercado brasileiro tem visto modelos híbridos ganharem espaço, com varejo competitivo para baterias.
Potencial de redução de custos e falhas comuns
Problemas frequentes incluem surtos elétricos, superaquecimento e desgaste de componentes como relés e capacitores. Falhas de isolamento e degradação de capacitores também aparecem em ambientes de alta temperatura. Conexões Wi-Fi e portas RS485/CAN podem falhar.
Para diagnóstico, a Ozora utiliza osciloscópios, câmeras termográficas e estações de retrabalho, além de simuladores de arranjo solar. A equipe destaca que reparar um inversor envolve microeletrônica de potência, não apenas solda simples.
Perspectivas e cenário de mercado
Laboratórios nacionais alegam redução do tempo de inatividade em comparação à substituição completa. A manutenção passa a ser vista como medida para reduzir lixo eletrônico e ampliar a vida útil dos inversores. Projeções indicam avanço da solar para cerca de 140,2 GW até 2031.
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