O novo Centro de Análise de Fibras da Abapa foi inaugurado em Luís Eduardo Magalhães (BA) durante a Bahia Farm Show. O laboratório, com investimento de cerca de R$ 120 milhões, amplia a capacidade de certificação do algodão que abastece o mercado mundial.
O espaço tem 5,2 mil m² e permite processar até 70 mil amostras por dia. A estrutura foi pensada para reforçar a posição do Brasil entre os maiores exportadores globais de algodão, com foco na confiabilidade da qualidade da pluma.
A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, destacou que o laboratório facilita a identificação da qualidade do algodão logo no início da negociação, influenciando as transações com compradores internacionais.
Em termos operacionais, o centro analisa características como comprimento, resistência, uniformidade, coloração e maturidade das fibras para classificar o produto, servindo como referência para mercados da China, Bangladesh, Paquistão, Vietnã e Turquia.
A inauguração ocorreu no primeiro dia da 20ª edição da Bahia Farm Show. Estiveram presentes o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o presidente da Ampa, Orcival Guimarães, além de autoridades e representantes da cadeia têxtil.
Avanço tecnológico e capacidade
O novo laboratório ampliou de 34 mil para 40 mil análises diárias a capacidade, com 16 equipamentos HVI de alta precisão. Serão 12 unidades HVI-1000 e quatro HVI Automic Q Pro, com três equipamentos adicionais já previstos para entrar em operação.
A projeção é alcançar cerca de cinco milhões de amostras na safra 2025/26, consolidando a atuação da Abapa na certificação do algodão produzido em Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí.
Na safra 2024/25, o centro certificou aproximadamente 3,5 milhões de fardos, de um total de 6,7 milhões avaliados pelo PQAB, com índice de confiabilidade de 99,85%, acima da média nacional.
Para Gustavo Piccoli, o laboratório representa credibilidade, rastreabilidade e inovação, além de fortalecer a posição do Brasil como maior exportador de algodão.
O empreendimento teve apoio financeiro do IBA e do Fundeagro, além de recursos próprios da Abapa, consolidando o papel da instituição na tomada de decisões comerciais da cadeia.
A nova sede marca uma etapa histórica na cotonicultura baiana, seguindo a construção do primeiro laboratório em 2002 e avanços em climatização rápida desde 2013, agora com maior automação no fluxo de amostras entre esteiras e equipamentos.
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