Em 2017, Sri Atmiatun chegou aos morros da região de Batutegi, em Tanggamus, sul de Sumatra. A plantação de café já estava abandonada, coberta pela vegetação. Seu tio pediu que ela assumisse o lote, após anos trabalhando em plantações de palma de óleo e outras atividades.
Ao longo dos anos, Sri transformou o terreno em uma fazenda de café produtiva, ligada a um programa de manejo florestal comunitário. A iniciativa, apoiada pelo governo indonês, concede aos habitantes locais direitos para gerenciar as florestas de forma sustentável, incentivando reflorestamento e agroflorestas.
As florestas de Sumatra são entre as mais diversas e ameaçadas da Indonésia, abrigando espécies criticamente em risco, como o tigre de Sumatra e o orangotango. Mesmo assim, comunidades dependem dos recursos florestais para sobreviver, o que pode gerar conflitos e desmatamento.
O programa de manejo florestal comunitário busca enfrentar esses problemas ao capacitar os membros locais a conduzir a gestão de suas áreas. Em Tanggamus, a história de Sri ilustra como conservação e meios de vida podem caminhar juntos.
“Antes não acreditava que poderia tirar sustento daquele terreno”, disse Sri. “Agora vejo que proteger a floresta é proteger meu futuro.”
Apesar de enfrentar desafios, como financiamento limitado e assistência técnica insuficiente, casos como o de Sri mostram o potencial do programa para promover desenvolvimento sustentável e conservação.
À medida que a Indonésia avança no enfrentamento do desmatamento e das mudanças climáticas, iniciativas que conectam renda local a metas ambientais ganham relevância. As florestas de Sumatra são parte essencial do patrimônio ecológico e cultural do país.
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