O refrigerante zero tem ganhado espaço entre quem busca reduzir o açúcar sem perder o sabor. Pesquisas técnicas apontam que o gás da bebida pode aumentar a presença de ar no trato digestivo, explicam especialistas.
O médico envolvido na avaliação é o Dr. Danilo Munhóz, coloproctologista. Ele aponta que o dióxido de carbono presente na bebida contribui para estufamento em algumas pessoas, especialmente as com intestino sensível.
Além disso, os adoçantes artificiais usados nas versões zero podem influenciar a produção de gases. Substâncias como sorbitol e manitol não são totalmente absorvidas e podem ser fermentadas pelas bactérias do cólon.
Gaseificação e adoçantes
Segundo o especialista, a combinação de gás e polióis favorece desconforto abdominal, cólicas e mudanças no ritmo intestinal. O efeito varia de pessoa para pessoa, com maior impacto em quem já tem inchaço frequente.
A presença dos polióis aumenta a fermentação intestinal, resultando em mais flatulência e sensação de barriga pesada ao fim do dia, principalmente para quem consome grandes quantidades.
Quando reduzir ou procurar orientação
Não é necessário eliminar o refrigerante zero de vez. O cuidado está em observar a relação entre consumo e sintomas, afirma Munhóz. Caso haja dor abdominal persistente ou distensão significativa, procure avaliação médica.
Cada organismo responde de modo distinto; identificar gatilhos alimentares é passo importante para a saúde intestinal, reforça o especialista.
Dicas práticas
- Observe a frequência dos sintomas após o consumo.
- Reduza a ingestão se houver desconforto intenso.
- Procure avaliação médica se os sintomas atrapalharem a qualidade de vida.
- Identifique gatilhos que agravam o quadro para balancear a dieta.
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