O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta segunda-feira (8) os primeiros casos de greening, ou Huanglongbing (HLB), no Rio Grande do Sul. A infecção foi identificada em plantas cítricas de um pomar doméstico em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai, próximo à fronteira com Santa Catarina. Técnicos da rede laboratorial do ministério realizaram a confirmação.
O greening é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo *Diaphorina citri*, inseto presente nos pomares brasileiros há cerca de duas décadas. A doença não representa risco à saúde humana, mas compromete a produção cítrica, com sintomas como deformação dos frutos, queda de qualidade e redução de produtividade.
Doença ameaça produção de citros
A bactéria pode atingir diversas variedades de citros, incluindo laranjas, tangerinas, mexericas, limas e limões. A confirmação em Palmitinho mobiliza ações de vigilância para evitar disseminação nas áreas vizinhas. Técnicos da agricultura intensificam a fiscalização do trânsito de mudas.
Governo intensifica monitoramento
Após o diagnóstico, equipes do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura do RS iniciaram monitoramento próximo ao foco. Medidas ampliam a vigilância fitossanitária na região, com atenção especial a pomares comerciais. Objetivo é erradicar plantas contaminadas e controlar o psilídeo.
Avanço da doença preocupa setor
O Rio Grande do Sul já mantinha vigilância contra o greening desde 2004. Nos últimos anos, há mais ações devido ao avanço da doença em países vizinhos e em estados do Sul. O primeiro registro nacional ocorreu em São Paulo, em 2004. Dados do Fundecitrus apontam alta de incidência na região citrícola paulista, elevando a preocupação com o avanço da bactéria.
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