A Apple revelou grandes novidades na WWDC 2026, apresentando o iOS 27, a Siri AI e melhorias no ecossistema Apple Intelligence. Entre os destaques está a terceira geração dos Apple Foundation Models, desenvolvida com a participação do Google, mas sem usar o Gemini como base.
A Apple detalhou que a nova geração de modelos se divide entre processamento local nos dispositivos e processamento remoto em nuvem privada. A arquitetura permite que diferentes modelos operem de forma integrada, oferecendo uma experiência única ao usuário sem expor a complexidade por trás das ferramentas.
O objetivo é ampliar a capacidade da Siri AI, mantendo o foco em privacidade e controle de dados. A empresa afirma que os modelos são treinados com conteúdo de alta qualidade, sem uso de dados pessoais dos usuários, incluindo interações com as ferramentas.
Apple Intelligence e os AFM
A base do Apple Intelligence é composta pela terceira geração dos Apple Foundation Models, com cinco modelos personalizados. Entre eles, há opções de processamento local, como AFM 3 Core e AFM 3 Core Advanced, além de versões para processamento remoto, como AFM 3 Cloud e ADM 3 Cloud (Image).
Os modelos locais incluem o AFM 3 Core, um sistema de 3 bilhões de parâmetros, e o AFM 3 Core Advanced, com capacidades multimodais e maior precisão em fala. A família remota integra AFM 3 Cloud, ADM 3 Cloud (Image) para geração e edição de imagens, e AFM 3 Cloud Pro para tarefas complexas e raciocínio prolongado.
Segundo a Apple, todos os modelos foram desenvolvidos para funcionar em chips da própria empresa, com exceção do AFM 3 Cloud Pro, que roda em hardware Nvidia contido em data centers de Google Cloud sob um conjunto de regras de Private Cloud Compute.
Hardware e privacidade
O AFM 3 Cloud Pro é o modelo mais potente, utilizado para tarefas avançadas. Embora o hardware seja Nvidia, a configuração impede leitura de conteúdos de servidores da Apple. A Apple descreve que o treinamento utilizou dados públicos, licenciados, open source, dados de terceiros e conteúdos sintéticos, sem incluir dados pessoais dos usuários.
A operação dos modelos é orquestrada por um System Orchestrator, que agrupa as capacidades em um único produto para o usuário. Dessa forma, a experiência fica simples, sem exigir que o usuário compreenda a divisão entre modelos.
Papel do Google e o que não é Gemini
Apesar da colaboração com o Google na construção dos AFM, nenhum modelo é o Gemini. A Apple afirma não usar o Google Assistente, nem mecanismos de busca do Google para o funcionamento da Siri AI. O crawler proprietário da Apple, o Applebot, é utilizado para pesquisa e conhecimento.
Executivos indicaram que o Google ajudou no treinamento dos modelos, com destilação de dados e suporte técnico, mas os AFM foram ajustados para o silício da Apple e treinados com dados proprietários por meio de aprendizado por reforço, refinados com base em saídas dos modelos de vanguarda do Gemini.
Perspectivas e transparência
A Apple não promove comparações diretas com concorrentes como Gemini, GPT ou Claude. A empresa pretende divulgar mais informações técnicas, com avaliações e benchmarks, ainda neste verão do hemisfério norte. A iniciativa busca evitar comparações precipitadas até a publicação de dados oficiais.
A divulgação aponta para uma estratégia de comunicação mais cautelosa, priorizando a apresentação gradual de resultados. O mercado acompanha com expectativa a evolução da Apple Intelligence, sem antecipar resultados de desempenho.
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