Pacoima, bairro de Los Angeles, enfrenta poluição atmosférica elevada devido a rodovias, indústria pesada e um aeródromo regional. Em resposta, moradores lançam um monitoramento climato-ambiental ultrafino para tornar o invisível visível.
Residentes, como Jose Luis Salas, participam de um programa comunitário liderado pela Pacoima Beautiful. Sensores Aeroqual são instalados em casas, telhados e outros pontos da cidade para medir PM2.5, ozônio, temperatura e umidade em tempo real.
A iniciativa, que usa seis unidades Aeroqual na região desde 2025, busca complementar a vigilância regulatória. Dados aparecem em um dashboard local, indicando que as leituras na área costumam superar outras vizinhanças próximas.
Pacoima é uma das áreas mais densamente povoadas do condado, com mais de 81 mil moradores em sete milhas quadradas. A região fica cercada por três rodovias, um aeroporto regional e indústrias pesadas.
Segundo especialistas, o monitoramento hyperlocal ajuda a mapear impactos de tráfego pesado e atividades industriais, que costumam não refletir nas medições oficiais. A expectativa é orientar políticas públicas locais.
Em 2019, a organização já instalou sensores Purple Air e, entre 2020 e 2025, realizou o programa Air Ambassadors, com monitores pequenos que os moradores carregavam para registrar percursos com dados de qualidade do ar.
O objetivo é fortalecer a participação comunitária na gestão da qualidade do ar. Pesquisas locais apontam que zonas próximas a freeways registram níveis mais altos de poluição, o que eleva riscos de asma e doenças respiratórias.
Para Salas, os dados dos sensores ajudam a entender onde a poluição é mais intensa, especialmente perto de vias que cortam o bairro. Ele afirma que essa informação pode influenciar decisões futuras sobre o ambiente onde mora.
O projeto também ressalta que a qualidade do ar na região é muitas vezes pior do que a de áreas vizinhas, refletindo a combinação de tráfego intenso, atividade industrial e proximidade ao aeroporto.
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