Em meio à suspensão da vacina contra dengue do Instituto Butantan, o Ministério da Saúde informou que o risco relacionado ao imunizante é raro, mas pode ocorrer. A pasta ressalta que, como qualquer medicamento, a vacina pode trazer eventos adversos incomuns.
A decisão levou em conta 42 relatos de sintomas severos após a aplicação. Desses casos, dois evoluíram para óbito. O governo reforça que a imunização segue suspensa até concluir as investigações sobre possível relação causal.
Mesmo com o quadro de segurança, o Ministério destaca que mais de 90% dos vacinados não apresentaram efeitos colaterais. A orientação é monitorar a saúde por até 21 dias após a dose e buscar atendimento se surgirem sinais graves.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a suspensão vale até avaliação completa dos casos. Uma investigação será conduzida para identificar fatores de risco e comparar com pessoas vacinadas sem complicações.
As vacinas já aplicadas não serão descartadas e permanecerão na rede de frio até o desfecho das apurações. O foco é entender eventuais ligações entre os casos e a vacina, sem indicar falha do cronograma de vacinação.
Ação e próximos passos
- Acompanhamento dos casos: análise dos fatores de risco e comparação com vacinados sem complicações.
- Medidas de segurança: continuidade do monitoramento e orientação sobre sinais de alerta nos próximos 21 dias.
- Distribuição: manutenção das doses já disponíveis nas unidades de saúde, sem descarte.
Fonte oficial: Ministério da Saúde.
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