A Meta, dona do WhatsApp, informou ter detectado e bloqueado uma nova campanha de phishing associada ao NSO Group. A ofensiva visava induzir usuários a clicar em links que levavam a sites fora do aplicativo, com o objetivo de roubar dados ou instalar software espião.
Segundo a empresa, os domínios usados na fraude foram identificados como ikhwancast, ghazacast e fr24cast. As páginas poderiam direcionar vítimas a conteúdos maliciosos, mesmo que o usuário não tivesse recebido a página diretamente.
A Meta destacou que há evidências de criação de contas de teste e de grupos no WhatsApp pelo NSO Group, posteriormente deletados. A empresa não informou quando exatamente o ataque ocorreu nem qual seria o papel da companhia no esquema.
Ação legal e histórico
A batalha entre a Meta e o NSO Group se arrasta desde 2019, quando ataques direcionados passaram a utilizar o WhatsApp como porta de entrada. Em 2021, a Apple entrou com processo semelhante contra a mesma empresa.
O Pegasus, principal spyware da NSO, permitia acesso a mensagens, localização, câmera e microfone de dispositivos. A NSO afirma usar a ferramenta apenas contra criminosos, mas a Meta venceu ações judiciais e foi proibida de fornecer tecnologias que favoreçam invasões não autorizadas.
Em 2024, a Meta ganhou uma condenação que determinou o pagamento de cerca de US$ 168 milhões pela empresa israelense. A ação também proibiu a NSO de oferecer ferramentas que permitam invasões não autorizadas. A NSO não comentou o caso até o momento.
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