Novas pesquisas apontam uma possível correlação entre a disseminação de smartphones e a queda acentuada nas taxas de natalidade. Desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007, estudos nos EUA e em 128 países investigam se a tecnologia móvel influencia esse movimento demográfico.
Nos Estados Unidos, a fertilidade caiu 22% desde 2007. No Brasil, dados do IBGE indicam que o número de nascimentos atingiu o menor patamar em 47 anos. As análises apontam que o fenômeno é global, não limitado a um único país.
Um artigo do National Bureau of Economic Research levanta a hipótese de que o iPhone atuou como fator relevante. Economistas compararam condados com e sem cobertura da AT&T, que detinha exclusividade até 2011, e encontraram correlações com quedas de nascimentos entre jovens.
Outro estudo, divulgado em maio pela Universidade de Cincinnati, avaliou dados do Banco Mundial em 128 países. Pesquisadores observaram que a redução natalidade se intensificou com a popularização dos smartphones, em contextos econômicos diversos.
Há cautela entre especialistas. Alguns acadêmicos afirmam que a queda de nascimentos entre adolescentes já era observável no início da década de 1990, antes dos smartphones. Outros apontam que múltiplos fatores de longo prazo ajudam a explicar o quadro.
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