O presidente-diretor geral da Moët Hennessy, Jean-Jacques Guiony, afirmou que produzir bons uvas e vendê-las exige mudanças na forma de trabalhar. O alerta foi feito durante o Living Soils Forum, em Arles, dedicado aos solos vivos. O evento reuniu profissionais, cientistas e especialistas em agricultura e viticultura.
O fórum, organizado pela Moët Hennessy, marca a terceira edição do encontro. O objetivo é discutir estratégias ecológicas e econômicas para o setor, diante de desafios climáticos e de rentabilidade. A discussão enfatizou a necessidade de práticas que valorizem a saúde do solo.
Para Guiony, a transição para uma agricultura regenerativa está associada à continuidade econômica das propriedades. A produção sustentável passa pela adoção de novos modelos de manejo, que permitam rentabilidade mesmo com solos em melhoria. O tema também foi destacado por executivos do grupo.
A discussão ocorre em um momento em que a União Europeia aprovou diretrizes de monitoramento e resiliência dos solos, com foco na durabilidade da atividade agroindustrial. Soluções como créditos de carbono e novas formas de remuneração ambiental aparecem como caminhos considerados pela indústria.
- Contexto e perspectivas: o Living Soils Forum busca alinhar interesses de grandes players com a necessidade de solo saudável para produtividade futura.
- Participantes e temas: além da Moët Hennessy, estiveram presentes Pernod Ricard, Nespresso e outras empresas para debater técnicas, regimes de custos e inovação.
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