A IA generativa é vista como uma força decisiva para a transformação do setor de mídia. Um estudo global da Accenture, obtido com exclusividade pelo UOL Mídia e Marketing, ouviu 300 executivos do setor e 6 mil consumidores em vários mercados. Os resultados apontam potencial, mas falta clareza estratégica.
Mais de 90% dos líderes acreditam que a IA generativa vai remodelar a indústria nos próximos dois anos. Ainda assim, 97% disseram não ter uma visão clara sobre como a tecnologia impactará suas estratégias de negócio.
Duas grandes transformações em curso
O levantamento indica duas mudanças simultâneas: a migração da atenção para vídeos curtos e conteúdo criado por usuários independentes, e a adoção acelerada da IA, sem uma direção estratégica consolidada.
Segundo o estudo, 58% dos consumidores globais já consideram vídeos de criadores tão atraentes quanto conteúdos de player tradicionais. No Brasil, esse índice sobe para 61,6%.
A fragmentação da atenção fica evidente: mais de um terço usa segunda tela enquanto assiste conteúdos longos, e metade cancelou dois ou mais serviços de streaming no último ano.
Brasil, liderança no consumo de conteúdos e IA
No país, o consumo de vídeos em plataformas sociais é acima da média mundial: 64,7 minutos diários, contra 51,2 global. Em IA, o tempo diário médio no Brasil é de 31,4 minutos, ante 25,9 global.
Para Luís Bonilauri, líder de Mídia e Comunicação da Accenture para a América Latina, a demanda por experiências apoiadas por IA já existe, mesmo com as organizações definindo caminhos. A pesquisa também aponta diferenças entre empresas legadas e tech.
Entre as empresas ligadas a tecnologia, 74% dizem estar com operações preparadas para a era da IA, contra apenas 16% entre veículos de mídia tradicionais.
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