A Niantic revelou que dados fornecidos pelos jogadores de Pokémon Go foram usados para treinar modelos de inteligência artificial capazes de reconhecer e interpretar espaços físicos com precisão. O objetivo é aplicar esses dados em softwares de navegação de drones militares nos Estados Unidos, em uma parceria com a empresa Vantor.
A parceria envolve a Niantic Spatial, criada após a venda da divisão de jogos da Niantic para a Scopely em 2025. O foco é desenvolver um sistema de navegação que funcione mesmo quando o GPS falha ou é bloqueado, como em áreas com interferência ou zonas de combate. O projeto visa ampliar a orientação de robôs e equipes em campo.
História da colaboração e funcionamento
Brian McClendon, CTO da Niantic Spatial, afirma que a abordagem transforma escaneamentos do mundo real em mapas 3D para posicionamento sem GPS. O processo utiliza mais de 30 bilhões de imagens capturadas para gerar um Sistema de Posicionamento Visual. A ideia é manter a consciência situacional mesmo sem sinais satelitais.
Segundo a parceria, o fluxo ocorre em três etapas: jogadores escaneiam locais, o sistema converte em mapas 3D e a solução é integrada ao software de navegação da Vantor para uso militar. O objetivo é reduzir vulnerabilidades em operações com falha de geolocalização.
Reação e contexto
Entre especialistas e jogadores, há preocupações sobre o destino de dados coletados. Usuários destacam a coleta de dados em áreas urbanas para recompensas do jogo. A Niantic ressalta que o envio de imagens era voluntário e informado nos termos de serviço e na política de privacidade, e que o compartilhamento com a Niantic Spatial foi encerrado com a transição para a Scopely.
A Niantic afirma que não há mais compartilhamento de dados com a Niantic Spatial. A empresa também destacou que a leitura de realidade aumentada foi descontinuada como parte do ajuste estratégico da plataforma após a mudança de controlador.
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