O aumento do clitóris pode ocorrer em mulheres que utilizam hormônios androgênicos para ganho de massa magra ou melhoria de desempenho físico. O quadro é conhecido como hipertrofia do clitóris e pode impactar a autoestima e a vida sexual.
Especialistas destacam que muitas pacientes relatam desconforto com a aparência da região íntima e constrangimento ao vestir determinadas peças. O ginecologista Igor Padovesi observa que o problema é silencioso, mas presente em consultórios.
A clitoroplastia, cirurgia específica para reduzir o volume do clitóris, aparece como opção de tratamento. A técnica é pouco utilizada no Brasil, devido à complexidade anatômica e à necessidade de técnica refinada.
Entenda a cirurgia
A clitoroplastia realiza remoção parcial dos corpos cavernosos do clitóris, preservando as áreas responsáveis pela sensibilidade e função sexual. O objetivo é reduzir o volume sem comprometer a resposta sensitiva, que ocorre principalmente na parte superior do órgão.
O procedimento não substitui outras abordagens, como a clitoropexia, que reposiciona o órgão, nem a capuzplastia, que envolve redução da pele do capuz. Cada técnica tem indicações distintas e resultados diferentes.
Contexto e causas
O uso de substâncias com ação androgênica, como testosterona e derivados, pode levar à hipertrofia do clitóris. O clitóris, embriologicamente relacionado ao pênis, pode aumentar com estímulos hormonais, conforme explica o especialista.
Pacientes interessadas devem buscar avaliação médica para diagnóstico preciso e discussão de opções. A escolha da intervenção depende da extensão do crescimento, da preservação da sensibilidade e dos objetivos estéticos.
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