A apresentadora Tati Machado revelou que está grávida novamente após sofrer uma perda gestacional em 2025, aos 33 semanas. O anúncio foi feito por meio de vídeo nas redes sociais, com o marido Bruno Monteiro ao lado dela. A gestação anterior terminou com a parada cardíaca do feto, ainda sem explicação confirmada.
Especialistas apontam que cada caso envolve aspectos físicos e emocionais. A gestora de saúde da Clínica Mantelli, Monique Novacek, e o obstetra Leonardo Coelho, da Maternidade Brasília, destacam a importância de uma avaliação detalhada antes de tentar novamente. O objetivo é reduzir riscos e ampliar o acompanhamento.
A investigação que vem antes de uma nova tentativa
Ao se planejar uma nova gravidez, o ponto de partida é o histórico da paciente e do parceiro. Exames para trombofilia, doenças autoimunes, alterações tireoidinas e infecções gravitam na avaliação inicial. A anatomia do útero também é investigada.
Em casos de perdas recorrentes, a forma de investigação se torna mais criteriosa. Diante de duas perdas, inclusive um óbito fetal tardio, sociedades médicas recomendam checagens para sindromes, distúrbios de coagulação e avaliação anatômica, com debate sobre estudo genético do feto.
Quanto tempo esperar: corpo e emoção caminham juntos
Não há tempo único para tentar novamente. O aspecto emocional é fator essencial, dizem os especialistas. Intervalos entre 6 e 12 meses aparecem como referência com base em evidências recentes, mantendo o cuidado com a recuperação emocional.
Do ponto de vista físico, o tempo sugerido varia conforme o tipo de parto anterior. Um intervalo de 18 meses é indicado após cesárea; caso haja parto normal induzido, o intervalo pode ser menor, sempre respeitando o bem-estar emocional.
O medo na gestação seguinte: quando vigiar vira sofrimento
O medo é comum e tende a intensificar conforme a gestação avança. O acompanhamento pode exigir consultas mais frequentes, ultrassonografias adicionais e orientação sobre movimentos fetais a partir de 28 semanas. A vigilância pode incluir cardiotocografia e doppler.
A vigilância precisa ser balanceada. Em casos de tensão constante, o suporte psicológico é indicado, com possíveis terapias complementares como acupuntura e atividades físicas. A decisão sobre o parto é individualizada.
Contexto do anúncio de Tati Machado
O relato de Tati ressalta que a medicina não sempre entrega respostas definitivas. Em muitos casos, a causa do óbito fetal permanece indefinida mesmo após investigação completa. A percepção de movimentos do feto continua sendo um sinal importante para orientar o cuidado.
Profissionais destacam que o cuidado vai além dos exames: envolve acolhimento, escuta e apoio contínuo ao casal. Em meio ao medo, a decisão de tentar de novo depende de concordância entre os parceiros e do estado emocional.
Este tema envolve saúde física e emocional. Em caso de sofrimento intenso, recomenda-se buscar apoio profissional de saúde mental como parte do acompanhamento pré-natal.
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